Eito tem dois sentidos, e nós escolhemos sabendo dos dois.
O primeiro está na primeira acepção do Aulete e na segunda do Priberam: a roça onde trabalhavam as pessoas escravizadas. Foi ali que se produziu boa parte da riqueza fundiária que hoje circula como matrícula, como garantia e como ativo.
O segundo é a locução a eito: percorrer tudo em sequência, sem escolher e sem pular nada.
Não pedimos que ninguém esqueça a primeira acepção. Pedimos o contrário. Uma empresa que analisa terra no Brasil trabalha sobre um cadastro erguido em cima daquela história, e fingir que não é assim seria a versão mais barata de uma análise de risco.
Por isso o nome nos obriga a cinco coisas, e elas estão escritas aqui para que possam ser cobradas:
A Lista Suja do trabalho análogo à escravidão é consultada em toda análise que emitimos, em todos os níveis, sem exceção e sem custo adicional. Sobreposição com território quilombola é reportada com o efeito jurídico que ela realmente tem. Comunidades quilombolas, indígenas e tradicionais consultam seus próprios territórios sem pagar nada. Nenhum achado é removido a pedido de cliente. E uma vez por ano publicamos o que encontramos, mesmo quando o número é constrangedor para o setor que nos paga.
Se deixarmos de cumprir qualquer um desses cinco pontos, o nome deixa de se justificar — e trocá-lo passa a ser a decisão certa.
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